INSETICIDAS DOMÉSTICOS – O que ninguém fala…

Os inseticidas domésticos podem ser eficazes para se livrar dos insetos, mas certos ingredientes como os piretróides podem desencadear reações alérgicas, incluindo ataques de asma aguda em seres humanos, por serem altamente irritantes de mucosas de vias aéreas superiores. A substância apresenta baixa toxicidade em humanos, mas pode causar erupção cutânea, irritação do trato respiratório superior e, em casos raros, ataques de asma que oferecem risco potencial à vida, de acordo com estudos científicos publicados.

Piretróide

O piretróide é um grupo químico utilizado largamente em inseticidas domésticos e também em xampus para uso animal. As reações causadas por estes produtos podem desencadear bronquite asmática. Assim, todo o cuidado deve ser tomado em manusear estes produtos, principalmente em se tratando de crianças e/ou pacientes com história prévia de reação alérgica. Na análise de sua composição, o piretróide é um ingrediente de inseticidas preparados a partir de flores de piretro, plantas da família Compositae, que inclui margaridas e os crisântemos.

Apesar das reações desencadeadas, os piretróides não são classificados atualmente como sendo um alérgeno pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Assim, não se exige dos fabricantes a colocação no rótulo que as formulações contendo esta substância são capazes de desencadear reações alérgicas.

Atualmente, o piretróide está sob avaliação para obter segundo registro da Agência de Proteção Ambiental (EPA).

O programa de segundo registro na EPA garante que pesticidas mais antigos acompanhem padrões de saúde e segurança contemporâneos e requerimentos de rotulagem do produto e que seus riscos sejam diminuídos.

Curiosidades

Os inseticidas piretróides são derivados sintéticos das piretrinas, inseticidas naturais extraídos da planta Chrysanthenum cincerariaefolium. São considerados como uma classe mais segura de pesticidas, pela sua pequena persistência no meio ambiente e baixa toxicidade para o homem. São amplamente comercializados e utilizados nos mais variados ambientes; na agricultura, na medicina veterinária, e no domicílio. Além de serem empregados nas campanhas de erradicação dos vetores da dengue, Zika, chikungunya, febre amarela, doença de Chagas, leishmaniose, malária, entre outras.

Os compostos mais conhecidos são: aletrina, permetrina, fenotrina, cipermetrina, deltametrina, lambdacialotrina e resmetrina. Muitas vezes, esses compostos encontram-se diluídos em hidrocarbonetos (solventes orgânicos – xilol, xileno ou tolueno), que podem modificar o curso da intoxicação.

A dose tóxica nos mamíferos é maior do que 100 a 1000 mg/Kg de peso, e a dose potencialmente letal é de 10 a 100 g. A intoxicação pode resultar de uma exposição acidental ou intencional; por ingestão, inalação ou contato cutâneo. Os piretróides são rapidamente absorvidos pelo tubo digestivo. A absorção cutânea ocorre dependendo do agente e do solvente, mas geralmente é mínima.

Em relação ao tratamento, o paciente deve ser afastado da área de exposição. Nos casos de contato cutâneo, as roupas devem ser removidas e o paciente submetido a banhos exaustivos com água fria e sabão alcalino. Hidratante contendo vitamina E parecem promover alívio às lesões cutâneas. Os olhos, quando expostos, devem ser lavados com soro fisiológico repetidamente.

As reações de hipersensibilidade cutânea e respiratória devem ser tratadas sempre com acompanhamento médico que deverá ministrar adrenalina, anti-histamínicos e corticóides dependendo da gravidade das manifestações.

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